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sábado, 14 de abril de 2012

Educação aprova criação de Universidade Federal do Cariri, no Ceará

Ariosto Holanda: nova universidade vai promover o desenvolvimento sustentável do País.


A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na quarta-feira (11), proposta que cria a Universidade Federal do Cariri (UFCA), com sede na cidade de Juazeiro do Norte (CE). A nova universidade vai ser integrada pelos campi de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, que serão desmembrados da Universidade Federal do Ceará. Além disso, deverão ser criados novos campi nos municípios de Icó e Brejo Santo. A medida está prevista no Projeto de Lei 2208/11, do Executivo.

O relator, deputado Ariosto Holanda (PSB-CE), elogiou a iniciativa. "Ofertar alternativas de ensino superior público, gratuito e de excelência e promover formação técnica e tecnológica de boa qualidade são condições essenciais para o desenvolvimento sustentável do País. Ademais, facultar o acesso a esse nível de ensino e formação também à população mais pobre significa assegurar de fato cidadania e equidade".

Cursos - De acordo com a exposição de motivos do Executivo, deverão ser oferecidos inicialmente 27 cursos de graduação. A meta do governo é atender 6.490 estudantes de graduação e pós-graduação.

Para trabalhar na nova universidade, o PL 2208/11 prevê a contratação de 197 professores, 212 funcionários de nível superior e 318 profissionais de nível intermediário. O projeto também cria 482 novos cargos de direção e funções gratificadas.

Tramitação - A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(Agência Câmara)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mudar a abordagem sobre o desenvolvimento sustentável, artigo de Mark Stafford Smith

"O foco deve mudar da documentação dos problemas para o apoio a soluções", diz Mark Staffird Smith, diretor científico da Comunidade de Pesquisa Científica e Industrial de Canberra, Austrália, e Vice-Presidente da Conferência "O Planeta sob Pressão". Artigo* publicado na coluna "Visão Mundial" da Nature, de 22 de março.


Enquanto o mundo avança rumo à próxima grande cúpula ambiental, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro, Brasil, em junho, autoridades e políticos pedem novas avaliações de nossa situação ecológica global.

Em janeiro, por exemplo, o painel sobre sustentabilidade global promovido pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recomendou a elaboração de um "relatório periódico com a visão global do desenvolvimento sustentável, que reúna as informações e avaliações hoje dispersas entre as instituições e as analise de forma integrada".

Eis uma resposta à pesquisa que mostra como a sociedade global está cada vez mais interligada e interdependente. O efeito cascata sobre a disponibilidade de terras e a segurança alimentar gerado pela mudança para os biocombustíveis, por exemplo, demonstra como as ações para combater as emissões de dióxido de carbono podem assumir outros objetivos.

Mas, nestes tempos difíceis, pode a comunidade científica fortemente pressionada apoiar novo processo de avaliação? E é isso, realmente, o que os formuladores de políticas precisam da pesquisa?

Os cientistas já estão ocupados falando em nome dos formuladores de políticas. Há o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC); a Avaliação Ecossistêmica do Milênio; as avaliações das águas internacionais, montanhas e água fresca; a Avaliação Marítima Global; e a nova e importante plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas. Cada avaliação desempenha papel crucial na consolidação dos conhecimentos sobre os sectores específicos. Mas como ligar os pontos?

Em muitas áreas, as taxas de mudanças ambientais globais se aceleram, mas os processos decisórios se arrastam com baixa velocidade. Não há certeza de que outra avaliação convencional irá catalisar uma ação mais rápida. Assim, embora a comunidade científica deva se apoiar numa análise integrada, ela precisa ser feita de modo diferente.

Primeiro, o foco deve mudar da documentação dos problemas para o apoio a soluções. Isso requer interação forte e contínua entre os que trabalham em pesquisa aplicada estratégica e os que decidem na política, na indústria e na sociedade civil, adotando tanto decisões específicas (como o modo de enquadrar um acordo particular de comércio), quanto decisões de mais amplo contexto (interações entre o bem-estar nacional, os resultados ambientais e os fluxos econômicos).

Em segundo lugar, o processo deve promover respostas em todas as escalas, desde os governos nacionais e grupos regionais até as instituições da ONU. As soluções adequadas diferem de região para região, sejam elas baseadas em tecnologias específicas para a produção de energia ou o sequestro de carbono, ou em análises que abordem, em conjunto, água, energia e alimentos.

Por fim, o processo deve funcionar em todos os setores, através da análise simultânea, por exemplo, do impacto de uma política de migração sobre o meio ambiente e o bem-estar social. Para fazer isso de modo abrangente, a pesquisa deve também tornar-se mais integrada, abarcando as ciências naturais e sociais e as humanidades, a fim de que se entendam as implicações das mudanças.

Como isso poderia ser feito? Duas propostas já apresentadas para a Rio+20 podem ajudar: por meio do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da ONU (UNSDC, na sigla em inglês), diretamente subordinado à Assembleia Geral da ONU, e por meio de um conjunto de objetivos em desenvolvimento sustentável (SDGs).

A UNSDC poderia realizar análises estratégica da sustentabilidade global, bem como estabelecer e coordenar painéis de decisões específicas - pequenos grupos de trabalho mistos que incluam membros não-científicos, nomeados para relatar com rapidez questões específicas. Tais câmaras trabalhariam em todos os setores, de forma independente, mas pertenceriam ao conjunto de organismos mundiais como a Organização para a Alimentação e Agricultura da ONU, a Organização Mundial do Comércio, o Programa da ONU para o Meio Ambiente e o Banco Mundial.

Tal modelo deve ser replicado nos níveis regional e nacional, impulsionado pelas necessidades locais, com apropriação local. Uma coordenação lúcida do UNSDC garantiria boa comunicação e intercâmbio de ideias, e asseguraria que as atividades em uma região não levariam a resultados globais perversos - levando talvez as pessoas a se mudarem, distorcendo os preços ou gerando o uso excessivo de recursos.

Os SDGs poderia garantir que essas atividades integrem os três pilares da sustentabilidade - ambiental, econômica e social -, em vez de lidar com cada uma isoladamente, como fazem as metas atuais da ONU para o Desenvolvimento do Milênio. Os SDGs devem ligar os sectores, visando, por exemplo, melhorar o bem-estar sem danos ao meio ambiente, garantir a segurança alimentar sem comprometer a subsistência local e desenvolver ambientes urbanos habitáveis sem aumentar o uso de recursos.

Todas essas obras se baseiam em tendências existentes nas atividades de órgãos como o IPCC, mas precisamos de uma mudança rápida na evolução da relação entre a ciência e a tomada de decisões.

Países como a Austrália já falam em "sistemas de inovação nacionais", que abrange a totalidade de seus esforços de pesquisa pura e aplicada e as interações destes com a tomada de decisões na indústria e no governo. É tempo de adotar um sistema de inovação global para apoiar uma tomada de decisões melhor coordenada e mais ágil sobre a sustentabilidade global em todas as escalas. Muito trabalho precisa ser feito com relação aos detalhes. Mas, se a ciência deve ser verdadeiramente útil à sociedade, é por isso que devemos lutar.

*Tradução de José Monserrat Filho

sábado, 31 de março de 2012

Hora do Planeta 2012 em Juazeiro do Norte - Ceará - Brasil


Hoje, sábado, 31/03/12, das 20h30 às 21h30, o mundo inteiro celebrará a Hora do Planeta, iniciativa coordenada mundialmente pela rede World Wildlife Found (WWF). No Ceará, o Núcleo de Astronomia (N-Astro) do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Juazeiro do Norte, promoverá, com apoio da Funcap, no Horto, observações do céu com telescópios, exposição e sorteios de livros e DVDs com temática astronômica. http://www.funcap.ce.gov.br/index.php/noticias/43978-em-colaboracao-com-a-funcap-nucleo-de-astronomia-do-ifce-desenvolve-acoes-para-celebrar-a-hora-do-planeta -


quarta-feira, 28 de março de 2012

MMA lança manual de resíduos sólidos


Após agosto de 2012, acesso a recursos da União somente será possível por quem elaborar o plano. Em agosto de 2014, os lixões deverão estar encerrados e os aterros sanitários apenas poderão receber rejeitos - resíduos sem capacidade de aproveitamento.

O Ministério do Meio Ambiente lança (MMA) hoje (27), em parceria com o Conselho Internacional de Iniciativas Locais Ambientais (ICLEI Brasil) e Embaixada Britânica, a publicação "Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação". O lançamento acontecerá na abertura oficial do 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável: pequenos negócios, qualidade urbana e erradicação da miséria, evento organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos.

Além da publicação, será oferecido curso de ensino a distância. Baseado no manual, de forma simples e didática, tem como finalidade colaborar com cidades e estados no processo de elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos e, portanto, na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O evento acontecerá às 19h, em Brasília e contará com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton, e da a secretária Executiva Regional do ICLEI para a América do Sul, Florence Laloë.

 A publicação sugere passos metodológicos que garantem participação e controle social e que busquem o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ela faz parte da coleção "Apoiando a Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos: do Nacional ao Local". O curso de ensino a distância, que terá as inscrições para a primeira turma abertas durante o evento, abordará o conteúdo do manual.

Fortalecimento - Essas ferramentas fazem parte do programa de capacitação do Projeto GeRes - Gestão de Resíduos Sólidos, iniciativa do MMA que vem contribuindo com estados e municípios, na implementação da PNRS, promovendo o fortalecimento institucional através da capacitação técnica dos tomadores de decisão e gestores públicos envolvidos na elaboração dos planos. O GeRes soma-se ao movimento nacional de transformação do cenário e padrões de produção, tratamento e destinação dos resíduos sólidos no Brasil, a fim de encontrar soluções sustentáveis e permanentes, otimizando a gestão e contribuindo para uma economia verde, de baixo carbono e inclusiva.

Os prazos estão definidos por lei. Após agosto de 2012, estados e municípios que não tiverem seus planos não poderão mais acessar os recursos da União. Após agosto de 2014, os lixões deverão estar encerrados e os aterros sanitários só poderão receber os rejeitos (resíduos sem capacidade de aproveitamento). As coletas seletivas dos diversos resíduos são agora obrigatórias e devem ser responsabilidade compartilhada entre o poder público e o setor privado envolvido em todo o ciclo de vida dos materiais.

Após esse lançamento, o projeto iniciará algumas fases de treinamento aos gestores públicos. A meta é ter, até julho de 2012, dois estados e dois consórcios municipais com seus planos de resíduos sólidos desenvolvidos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos sólidos; capacitar, pelo menos, 2 mil servidores públicos de todo o Brasil, disseminando conhecimento sobre a gestão de resíduos sólidos e tecnologias disponíveis por meio de publicações, cursos à distância e encontros presenciais, entre outros. Ao término do evento, o manual de orientação estará disponível no site do Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br.
(Ascom do MMA)

Semiárido: Inscrições abertas para Concurso de Redação e Artigo Científico

A Universidade Federal de Campina Grande, através do Programa de Estudos e Ações Para o Semiárido (PEASA), está com as inscrições abertas para o 3º Concurso de Redação e Artigo Científico "Expedição do Semiárido". As inscrições vão até o dia 23 de abril.

Podem concorrer na Categoria Redação alunos do ensino médio e técnico profissionalizante e na Categoria Artigo Científico alunos de graduação e pós-graduação (devidamente matriculados). Os alunos que tiverem seu trabalho selecionado ganharão uma viagem de oito dias, seguindo um roteiro por cidades do Semiárido da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, conhecendo as belezas da caatinga, a vida do homem do campo, áreas turísticas, projetos de agricultura familiar, trilhas e aulas de campo em pleno Semiárido.

Eles vão apreciar o ar puro da mata, por exemplo, na trilha até a Pedra da Boca (Araruna), admirar paisagens belíssimas como o por do sol no Lajedo de Pai Mateus (Cabaceiras), enriquecer seus conhecimentos sobre a região semiárida nas aulas com o professor em Recursos Naturais Daniel Duarte, do alto do Pico do Jabre (Matureia), e se deliciar com as comidas regionais, apreciar o artesanato de cada localidade visitada, entre outras atividades incluídas no roteiro.

O prêmio Expedição do Semiárido integra o PEASA/MISA/UFCG, a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) como realizadores do concurso, em parceria com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sebrae-PB, Governo do Estado/PBTUR,  EdUEPB, Comprov e Lokmaq.

As redações abordarão os seguintes temas: Desenvolvimento Sustentável no Bioma Caatinga; Centenário de Luiz Gonzaga e sua Influência na Cultura do Semiárido; Alternativa Econômica para Convivência Com o Semiárido, e Técnicas Alternativas e Apropriadas ao Semiárido. A redação será presencial e o tema será sorteado no dia de sua realização. Já os artigos científicos podem abranger: Desenvolvimento Sustentável; Meio Ambiente; Cultura Popular; Produção Agropecuária Familiar e Comunitária; Agregação de Valor Através da Agroindústria; Aproveitamento Sustentável dos Recursos Naturais; Recomposição da Vegetação Nativa; Aspectos Socioeconômicos, Antropológicos, Históricos e Geográficos da Região.

Estão abertas sete vagas para alunos do ensino médio (escolas públicas), sete vagas para alunos do ensino médio (escolas privadas), quatro vagas para alunos de escolas técnicas profissionalizantes (públicas ou privadas) e cinco vagas para alunos de graduação ou pós-graduação (instituições de ensino superior públicas ou privadas). O professor que orientar o(s) aluno(s) candidato(s) na Categoria Redação também ganhará a viagem como prêmio, acompanhando seu(s) aluno(s).

De acordo com o cronograma do concurso: Os artigos científicos deverão ser entregues até o dia 07 de maio; o resultado da 1ª fase com os 10 melhores artigos será divulgado no dia 18 de maio; a redação será realizada no dia 20 de maio; a defesa dos artigos científicos para avaliação da comissão ocorrerá no dia 23 de maio e o resultado final está previsto para ser divulgado no dia 25 de junho. A premiação e entrega dos certificados acontecerá no dia 28 de junho e a realização da expedição será de 15 a 22 de julho.

Mais informações pelo telefone (83) 2101 1591.
(Ascom PEASA/MISA/UFCG)

terça-feira, 13 de março de 2012

Mudanças na Plataforma Lattes do CNPq


Inovação e divulgação de projetos em jornais são novos critérios de avaliação da produção científica

04/03/2012 - 15h50
Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai acrescentar, na plataforma eletrônica Lattes, que traz currículos e atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o país, duas novas abas para divulgação pública. Em uma delas, os cientistas brasileiros informarão sobre a inovação de seus projetos e pesquisas; e na outra, deverão descrever iniciativas de divulgação e de educação científica.
Com a mudança, cientistas de todos os campos de investigação deverão descrever, na Plataforma Lattes, dados sobre a organização de feira de ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas concedidas à imprensa – além das informações básicas como dados pessoais, formação acadêmica, atuação profissional, publicações, linhas e projetos de pesquisa, áreas de atuação e domínio de idioma estrangeiros. A intenção do CNPq é aumentar o conhecimento da sociedade sobre as atividades científicas que ocorrem no país.
“No século 21, o cientista reconhece seu papel de engajamento na sociedade. Ele sabe que está sendo pago e financiado e que deve uma prestação de contas sobre o que faz”, disse o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em entrevista à Agência Brasil. “Ainda há um fosso grande entre aqueles que fazem ciência e aqueles que consomem e financiam a ciência. A sociedade não conhece com profundidade toda a riqueza com que a ciência brasileira tem contribuindo para o desenvolvimento nacional”, avaliou.
Segundo Oliva, passou a ser papel dos cientistas dar publicidade às atividades de pesquisa, mostrar experimentos e explicar projetos para o público, e ligar o trabalho a inovações que contribuam com as políticas públicas e até mesmo para a criação de novos produtos a serem lançados no mercado.
A mudança na plataforma Lattes poderá ocorrer em até dois meses. O modelo e a funcionalidade das abas já estão formatados e respeitarão as regras de transparência de informações públicas. O CNPq muda já na próxima semana o portal www.cnpq.br que, entre outras funções, permite acesso à plataforma Lattes.
Os novos dados informados serão considerados pelos 48 comitês de avaliação do CNPq quando forem aprovar projetos de pesquisa e conceder bolsas de estudo a professores e estudantes universitários. O conselho terá indicadores para avaliação dos trabalhos científicos em quesitos de inovação e de produção em divulgação científica, como ocorre hoje com a cobrança de publicação de artigos científicos, os papers, em revistas especializadas, inclusive do exterior.
Desde junho do ano passado, o CNPq exige, na submissão eletrônica das propostas de pesquisa e nos relatórios eletrônicos de concessão científica, que sejam descritos, “em linguagem para não especialistas”, a relevância do que está sendo proposto e os resultados atingidos. “Com isso, eu passo a ter um banco fantástico para alimentar [com dados] os jornalistas”, promete o presidente do CNPq. Segundo Oliva, o sistema terá busca de projetos e relatórios por palavras-chave, instituição e área geográfica. Por ano, cerca de 15 mil propostas de pesquisa são recebidas pelo conselho no edital universal (para todas as áreas do conhecimento).
Com a divulgação das propostas e relatórios, a expectativa de Oliva é despertar o interesse de “jovens talentos” para a ciência e criar uma nova cultura acadêmica em quatro anos – aproveitando o aumento significativo de novos mestres e doutores formados no Brasil. Na década passada, esse número dobrou, tendo atingido mais de 50 mil em 2009.
Além de mudar a cultura no ambiente acadêmico, o presidente do CNPq imagina que a divulgação de trabalhos e a educação científica possam alterar o comportamento social. “As pessoas têm que usar a ciência no dia a dia. Entender, por exemplo, que há relações de causa e efeito”, observou. “Educar para os valores da ciência e para o método científico na vida pessoal nos protege de extremismos e intolerâncias”, acrescentou Oliva.
Edição: Lana Cristina

domingo, 11 de março de 2012


CENTRO-SUL

Cidade Universitária parada há cinco meses

28.02.2012
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A obra parou após o cancelamento do contrato com a empresa responsável
HONÓRIO BARBOSA
A expectativa é que a construção reinicie em até 30 dias e o serviço seja concluído em cerca de um ano e meio
Iguatu. A construção do Campus Multi-institucional que vai abrigar cursos da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (Fecli), instituição da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Regional do Cariri (Urca) e da Faculdade de Tecnologia (Fatec) no Bairro Santo Antônio, nesta cidade, está paralisada desde outubro do ano passado. Houve o cancelamento de contrato com a construtora responsável inicialmente pela obra.

O campus, popularmente denominado de Cidade Universitária, está em construção na área onde funcionava a antiga Companhia Industrial de Beneficiamento de Algodão e Óleo (Cidao). A unidade educacional teve sua construção iniciada em novembro de 2009 e tinha um orçamento inicial de R$ 16 milhões. Cerca de 60% dos serviços já foram executados, segundo o encarregado administrativo da empresa que iniciou a obra, Jhonys Berkson Gomes.

Os estudantes, professores e dirigentes do campus da Urca e da Uece aguardam com expectativa a retomada da construção. "O nosso sonho é estudar na Cidade Universitária, que vai oferecer melhores condições e estrutura de ensino", disse o estudante de economia Paulo Gonçalves. "A nossa preocupação é que a obra demore muito tempo para ser concluída".

A estudante de Enfermagem, Camila Oliveira, afirma que alguns colegas estão descrentes com a retomada da construção. "Muitas obras do Estado estão paralisadas ou demoram décadas para ser concluída".

O diretor do campus da Urca em Iguatu, Ivo Ferreira, disse que há entre os universitários uma expectativa para retomada da obra. "Aguardamos com ansiedade o reinício das obras e a sua conclusão para que a Urca e as outras instituições tenham lugar adequado para o desempenho de suas atividades", diz. O professor Eudênio Bezerra, diretor da Fecli, espera que a unidade ofereça estrutura moderna e adequada para todos os cursos e definição de seu gerenciamento.

O coordenador de Educação Profissional da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Ricardo Costa e Silva, afirma que a licitação para a escolha da construtora que vai retomar a obra já foi realizada. "A licitação já foi concluída e está em fase de homologação", frisa. "A nossa expectativa é de que, em 30 dias, a obra será retomada". Os recursos para a conclusão da unidade, destaca, estão assegurados. "Houve um problema com a construtora que não cumpriu certas exigências e o contrato foi cancelado. Esperamos que em um ano e meio a obra esteja concluída", ressalta.

Mais informações
Secretaria da Ciência e Tecnologia em Fortaleza
Av. Dr. José Martins Rodrigues, 150
Bairro Edson Queiroz
Telefone: (85) 3101. 6400


HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1109108

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

GT - PDI (Reunião 10/2/12)

Olá,

Eis o resumo da última reunião do GT – PDI (10/2/2012):

a) Pauta

1. Organização das atividades propostas para 2012.1.

b) Deliberações

· Nos meses de março e abril, ocorrerão cinco consultas públicas na região do Cariri, especificamente nas cidades contempladas pelos campi da UFCa:

- Em Juazeiro do Norte, com o setor empresarial;

- Em Crato, com o setor educacional;

- Em Barbalha, com os movimentos sociais;

- Em Brejo Santo, a audiência será aberta para todos os segmentos;

- Em Icó, a audiência será aberta para todos os segmentos;

Obs: Estamos em processo de agendamento e organização destes eventos. Assim, que a agenda estiver definida, divulgaremos a programação.

· Nos dias 15 e 16 de março, haverá uma mesa-redonda com três reitores convidados, em nosso campus. Alguns nomes estão confirmado, outros não.

· Ainda serão agendadas as viagens da comitiva da UFCA para outras universidades nordestinas;


Att,

Ivânio Azevedo

Coordenador do GT-PDI

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reunião do GT PDI (30/11/11)

Olá,

Hoje (30/11/11) o GT-PDI se reuniu para discutir e deliberar sobre a seguinte pauta:

- Calendário das atividades externas (agenda pública)

Encaminhamentos:

· 1. Nos meses de março e abril, o GT-PDI irá promover, em diferentes momentos, três encontros (consulta pública) junto aos movimentos sociais, o setor empresarial e o setor educacional;

· 2.Nos meses de março e abril, ocorrerá uma assembléia pública na cidade de Icó e outra na cidade de Brejo Santo;

· 3. Serão agendadas, nestes mesmos dois meses, visitas a algumas universidades brasileiras (nordestinas) que passaram por um processo de criação bem parecido com o qual estamos vivenciando;

· 4. Será organizada uma mesa-redonda com um convidado externo (em 2012.1);

· 5. Nos primeiros 15 dias do mês de maio, serão realizadas assembléias públicas nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha;

· 6. Na segunda metade do mês de maio e durante todo o mês de junho, será redigida pelo GT PDI uma carta de princípios que deverá nortear os trabalhos dos demais GTs, bem como a legislação da UFCa;

· 7. O GT-PDI irá retomar seus trabalhos,presencialmente, no dia 7 de fevereiro.

Atenciosamente,

Ivânio Azevedo.

sábado, 26 de novembro de 2011

Grupo de Trabalho- PDI (Resumo de reunião)

Olá,

No dia 23/11/11, ocorreu mais uma reunião do GT-PDI. Eis o resumo de nosso último encontro:

Pauta:

1. Discussão sobre o trabalho de pesquisa acerca dos estatutos e regimentos das Universidades Brasileiras;

2. Discussão sobre a proposta de acompanhamento do GT-PDI e da proposta de aprofundamento das metas;

3. Discussão a partir do texto “Reflexões sobre o conceito e a função da universidade pública” (Franklin Leopoldo e Silva)

Encaminhamentos:

a) Após a fase de levantamento das legislações das várias universidades federais do Brasil, passaremos à leitura e análise de alguns dos documentos coletados;

b) Deliberamos acerca do modo como iremos acompanhar o rendimento do GT-PDI ;

c) Estabelecemos a definição e o formato dos fóruns e das consultas públicas a serem realizadas em diferentes setores e cidades da região do Cariri

d) Após quatro reuniões do GT-PDI, convocaremos uma assembleia aberta a toda comunidade acadêmica para que, em conjunto, possamos avaliar nosso trabalho e planejar novas ações.

Obs: A próxima reunião (para os membros do grupo) ocorrerá no dia 30/11, na sala 57, bloco II –piso inferior, 9h e 30 min

Atenciosamente,

Ivânio Azevedo (Coordenador do GT-PDI)

Grupo de Trabalho - PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional)

Olá,


Hoje (16/11/11) o GT-PDI se reuniu e discutiu a seguinte pauta:

1. Breve exposição sobre o contexto de criação da UFCA;

2. Definição do modus operandi do grupo, da agenda de trabalho e das metas a serem alcançadas;

3. Encaminhamentos para criação do Fórum de discussão e reflexão sobre como será a interação entre o GT-PDI e os demais GT´s

4. Critérios de vinculação dos membros do GT-PDI

Encaminhamentos

a) Deliberação sobre a composição do GT

Membros permanentes:
-Ivânio Azevedo (Coordenador/ docente)
- Ricardo Salmito (docente)
- Ana Videla (docente)
-Elieny Silva (docente)
- Rafael (técnico-administrativo)
- Tárcito (técnico-administrativo)
- Glacinésia (técnica-administrativa)

Membros colaboradores:
- Ericsson Coriolano (docente)
- João Hermínio (docente)
- Valéria Giannella (docente)


b) Foram elencadas as seguites tarefas:

- Levantar as legislações das universidades federais: regimento e estatuto (Tárcito e Rafael são o encarregados por esta tarefa)

- Debater o conceito de universidade pública (o prof. Salmito ficou de elaborar uma proposta que detalhará os desdobramentos dessa ação)

- Consulta pública sobre as expectativas das cidades onde haverá sedes da UFCA, inicialmente (esta será pensada em conjunto com a tarefa imediatamente anterior);

- Promover discussões no interior do GT-PDI a partir da leitura prévia de textos

- Será criado um fórum intinerante que promoverá discussões nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Icó e Brejo Santo

- Será criado um fórum permanente no interior da UFC Cariri

- O prof. Ivânio ficou de elaborar uma pequena proposta de acompanhamento das atividades do GT-PDI.

- Ficou marcada uma próxima reunião do grupo para o dia 23/11 às 9h:30, na sala 57, bloco, piso inferior. Pauta:

i)discussão sobre o artigo "Reflexões sobre o conceito e a função de universidade pública" (Franklin Leopoldo e Silva)

ii) Apresentação do levantamento das legislações das Universidades Federais

Att,

Ivânio Azevedo (Coordenador do GT-PDI)

Universidade Federal do Cariri - Que Universidade queremos?


Há pouco mais de três anos estávamos comemorando a inauguração das novas instalações do Campus da UFC no Cariri. O novo Campus precisava pensar na sua organização e como se desenvolver institucionalmente. Foi então criado o Blog Desenvolvimento Institucional para abrigar as discussões sobre o Processo de Planejamento do Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Cariri. Pretendia discutir os elementos relativos ao processo de desenvolvimento do Campus da UFC no Cariri, no âmbito da formação, da pesquisa e da extensão. Contudo, o compromisso e o envolvimento da Comunidade Acadêmica fizeram com que o Campus tomasse dimensões maiores do que as esperadas em pouco tempo de funcionamento. Assim, com menos de seis anos de existência, o Campus da UFC no Cariri entra agora em um processo de transição para se tornar a terceira universidade federal no estado do Ceará, a Universidade Federal do Cariri (UFCA), que deve iniciar oficialmente suas atividades em 2014. Com isto, este Blog agora tem uma nova finalidade: dar publicidade às discussões internas sobre que universidade queremos oferecer à região. Foram criados Grupos de Trabalhos que estão se reunindo periodicamente, discutindo, refletindo e buscando subsídios e informações sobre as possibilidades de organização institucional. Essas atividades serão repassadas à Comunidade Acadêmica e à Sociedade, para que possamos juntos construir um  novo espaço de convivência e de geração de conhecimento e ciência no Cariri. Contamos com a participação de todos os alunos, servidores docentes e servidores técnico-administrativos dispostos a contribuir com esse processo!

Abraço em cada um!
Suely Chacon 

sábado, 19 de novembro de 2011

Projeto de Lei muda a gestão do Ensino Superior no Brasil do MEC para o MCT


Mudança na gestão do ensino gera polêmica nas universidades
14 de novembro de 2011  18h48  atualizado às 18h57



Neste ano, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal (CCT) aprovou o projeto de lei que transfere a gestão do ensino superior do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Faltando somente a aprovação da Comissão de Educação e da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para entrar em vigor, o projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) não é unanimidade entre especialistas em educação e causa polêmica nas universidades.
A justificativa do senador para a criação do projeto de lei é uma tentativa de centrar mais esforços do MEC na promoção de uma educação básica de qualidade. Segundo ele, hoje o ministro e sua equipe são muito voltados a atender demandas das universidades, o que acabaria deixando o nível básico de ensino em segundo plano.
Para Carlos Alexandre Neto, reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), faltou diálogo por parte do senador Buarque. "Em nenhum momento ele conversou com dirigentes das universidades federais para ver nossa opinião", critica. O reitor defende ainda que a proposta prejudica não somente o ensino superior, como também o básico.
"A educação deve ser vista de forma sistêmica, pois o nível superior atua também na qualificação da educação básica. O problema é que o senador entende os dois (a educação básica e superior) como opostos. Acha que, se ocorre investimento em uma, não ocorre na outra. Isso é uma inverdade", afirma, completando que o MEC deve "empobrecer" com a mudança, assim como as universidades.
Professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Cleyton Gontijo também questiona o projeto. "A responsabilidade do ensino básico é dos municípios. O MEC somente atua de forma complementar", rebate. O também coordenador da graduação em Pedagogia afirma que a medida não será eficaz, já que a Constituição Federal não garante ao ministério autonomia para atuar diretamente na educação básica. "Para que o Ministério da Educação possa ter maior poder de intervenção seria preciso uma reforma constitucional", completa.
Contudo, Contijo reconhece que é preciso definir melhor o papel do MEC na educação fundamental e contar com mais dedicação do ministério nessa área. "Hoje a gente observa pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que a educação tem melhorado timidamente", lamenta.
Debate válido
Na opinião do professor Célio da Cunha, também da Faculdade de Educação da UnB, o debate é válido. "A ideia do senador Cristovam procede, porque tem um enorme desafio na educação básica. É preciso pensar nas melhores estratégias para superar", diz. O professor ainda conta que Estados Unidos e Canadá são adeptos do sistema proposto. "Esses países possuem departamentos de educação com o mesmo princípio. Em outros países, nem Ministério da Educação tem", explica. "Bem organizado funciona tanto um quanto o outro. O grande desafio é de gestão", completa.
Cunha também acredita que é importante cobrar uma maior atuação de prefeitos e governadores. "Esses atores precisam, de fato, assumir as suas responsabilidades na área de educação. Por isso o debate do senador é saudável, pois acabam surgindo outras questões sobre a educação básica", conclui.
Universidades também ganharão com o projeto, diz senador
A proposta do senador Buarque, porém, não é somente centrada numa maior atenção do MEC à educação básica. Para ele, as universidades também ganhariam com a proposta, já que poderiam se engajar em um programa nacional de inovação e desenvolvimento científico e tecnológico. Em entrevista ao Terra, ele afirmou que, mesmo parecendo paradoxal, certamente as universidades vão acabar colaborando mais com o ensino básico estando no Ministério da Ciência e Tecnologia, uma vez que não mais precisarão disputar com o ensino básico prioridade e recursos dentro de seu próprio ministério.
Em seu site pessoal, o senador conta que uma professora o escreveu preocupada com a mudança porque ela trabalha com humanas e ficou pensando que sua área poderia ser prejudicada. Buarque comenta que a experiência dos últimos anos pode responder à inquietação da professora, referindo-se ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal (Capes), os grandes financiadores de projetos de educadores. "Lá, a área de humanidades é muito respeitada e valorizada. Os professores dessas áreas têm recebido estímulos financeiros, bolsas e recursos", afirma.
Especialista em educação, Hamilton Werneck acredita que a proposta não criará impacto na área de humanas. "As faculdades de humanidades estão esvaziadas por questões de mercado", diz. E, de acordo com ele, as de cunho tecnológico carecem de investimentos e modernização de laboratórios. Por este motivo, Werneck acha o projeto de Buarque inovador, mas inócuo. "O que vai mudar é somente a gestão, na prática tudo fica igual. Dificilmente o MCT consegue fazer algo diferente do que o MEC faz hoje", diz. O reitor da UFRGS concorda. "O Ministério da Ciência e Tecnologia não tem experiência em gestão de ensino, somente de projetos."
Já Antônio Azambuja, professor de Administração na Universidade de Guarulhos (UnG), considera o projeto interessante, uma vez que o Brasil precisa de investimentos tecnológicos. "A área de humanas já está saturada, mas a área de ciências e tecnologia carece de incentivo e inclusive sofre com falta de mão de obra", diz, completando que essa mudança de gestão acabaria gerando mais recursos para pesquisas e projetos universitários tecnológicos. "Um País que possui uma Amazônia inexplorada precisa disso", completa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Qualidade da Educação Superior no Brasil


MEC irá cortar 50 mil vagas em faculdades de baixa qualidade

17/11/2011 - 17h06
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Até o fim do ano, o Ministério da Educação irá cortar 50 mil vagas de cursos nas áreas de saúde, administração e ciências contábeis, que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações aplicadas pela pasta. O anúncio foi feito hoje (17) pelo secretário de Regulação e Supervisão do Ensino Superior, Luis Fernando Massonetto, durante a divulgação dos resultados Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2010.
O ministério ainda não informou quais instituições serão afetadas com a redução das vagas. As informações serão divulgadas nas próximas semanas. Os cortes incluirão cursos que tiveram resultados insatisfatórios no Conceito Preliminar de Curso (CPC) em pelo menos dois anos do último ciclo avaliativo (2008-2010). O corte de vagas se dará entre 20% e 65% da oferta de cada curso, dependo do resultado das avaliações.
O secretário também informou que, pelo menos, oito centros universitários que tiveram IGC 1 ou 2, considerados insatisfatórios, perderão a autonomia para abrir cursos ou ampliar o número de vagas. Já as faculdades com baixo desempenho no mesmo indicador e que não têm autonomia administrativa para ampliar ou criar cursos, deverão passar por um processo de supervisão que incluirá a adoção de medidas de saneamento, como corte de vagas e suspensão de novos ingressos.
Os processos anteriores de supervisão do MEC tinham se concentrado nos cursos de medicina, pedagogia e direito. Ao todo, mais de 34 mil vagas foram cortadas nessas áreas desde 2006.
Edição: Vinicius Doria

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PL de criação da UFCA aprovado na primeira Comissão da Câmara dos Deputados


Amigos,
Sobre a tramitação do PL de criação da Universidade Federal do Cariri (UFCA), um detalhe é importante: esse PL tramita em regime Conclusivo. Isto significa que ele só precisa ser aprovado nas Comissões, não precisa ser votado no Plenário. Isto só aconteceria se uma das Comissões não aprovasse, ou se 10% dos deputados exigissem essa votação.
O PL foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Segue agora para mais três Comissôes: de Educação e Cultura; de Finaças e Tributação; e de Comunicação, Justiça e Cidadania.
Em qualquer uma dessas Comissões o projeto pode ser alterado e sofrer emendas. As emendas devem ser propostas por parlamentares, mas podem ser sugeridas pela sociedade a esses parlamentares.
Vejam abaixo a notícia oficial do site da Câmara dos Deputados.

14/11/2011 14:40

Comissão do Trabalho aprova criação da Universidade Federal do Cariri

Brizza Cavalcante
Eudes Xavier
Eudes Xavier: nova universidade vai proporcionar inclusão social.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (9) o Projeto de Lei 2208/11, do Executivo, que cria a Universidade Federal do Cariri (UFCA), com sede e foro em Juazeiro do Norte, no Ceará.
A nova universidade vai ser integrada pelos campi de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, que serão desmembrados da Universidade Federal do Ceará (UFC). Além disso, são criados novos campi nos municípios de Icó e Brejo Santo.
A UFCA terá por objetivo ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover a extensão universitária. Deverão ser oferecidos, de início, 27 cursos de graduação, com meta de 6.490 estudantes.
Inclusão educacionalO relator, deputado Eudes Xavier (PT-CE), diz em seu parecer, favorável ao projeto, que a nova universidade vai representar “notável ampliação e descentralização da oferta de ensino superior público e gratuito”.
Na avaliação do parlamentar, a UFCA vai proporcionar oportunidade de acesso ao ensino superior e, portanto, “inclusão social a considerável parcela da população que não poderia arcar com as despesas incorridas para frequentar universidades públicas distantes de seu domicílio ou com as mensalidades cobradas por faculdades particulares”.
Eudes Xavier acrescenta que os benefícios vão além, pois também asseguram a ampliação da geração de conhecimentos científicos e tecnológicos, promovendo o desenvolvimento de toda a região do Cariri e seu entorno, beneficiando uma população superior a 500 mil habitantes.
Tramitação
Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto segue para análise das comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

domingo, 21 de agosto de 2011

Pesquisa no Brasil


A chance para o pesquisador de ponta brasileiro ficar no Brasil



Não se engane: há mais possibilidades nos centros de P&D do que manusear tubos de ensaio e causar explosões (Foto: Sxc.hu)
Quem pesquisa alta tecnologia no Brasil não precisa mais sair do país para encontrar boas oportunidades no setor privado. Hoje, pelo menos 35 multinacionais têm centros de pesquisa e desenvolvimento (chamados de centros de P&D) aqui, de acordo com a estimativa do professor James Wright, da FIA.
Cada centro cria empregos para dezenas ou centenas de pessoas. A maioria para pesquisadores de alto nível em áreas técnicas. Em comum, todos precisam ter a vontade de “expandir os limites da tecnologia”, como diz o americano Mark Little, líder global dos centros de P&D da GE, que anunciou a abertura de mais um, no Brasil.
Luiz Biazi, de 23 anos, é trainee no centro de pesquisa da DuPont, em Paulínia (SP). Formado em engenharia química pela Universidade de São Paulo, a função de Biazi é ajudar para que os testes aconteçam. Ele prepara os materiais para testes, escreve relatórios, procura referências bibliográficas. Funções que são requeridas num laboratório. “Tem muita coisa que precisa acontecer antes e depois dos testes propriamente. Quem quer trabalhar num centro de pesquisa precisa saber que também pode atuar nessas áreas”, afirma.
Os centros de P&D têm vagas para pesquisadores qualificados nas áreas dos projetos que desenvolvem. Uma parte precisa ter alto nível, mestrado, doutorado, pós doutorado. Outra parte pode ter formação em nível técnico, com uma boa qualificação. “É a oportunidade para quem quiser desenvolver tecnologia de ponta. Muitas vezes, o pesquisador não precisa ter habilidade de gestão, porque ele pode ascender na posição que está”, afirma Fernando Mantovani, diretor da consultoria de recursos humanos Robert Half em São Paulo.
Ter inglês fluente é fundamental. Falar outras línguas também pode ajudar na hora de conversar com pesquisadores de outros países. O prazer, dizem os pesquisadores que trabalham nesses centros, está em ver as ideias se tornando projetos concretos, com a vantagem de ter mais mordomia (e remuneração melhor) do que na universidade.

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